domingo, 9 de outubro de 2011

Outubro, mês das missões

Não se abre uma rosa apertando-se o botão”, escreveu alguém.  É um pensamento muito próprio para uma reflexão sobre a vocação missionária do cristão para o mês que se avizinha: o mês de outubro, dedicado às missões. Jesus disse ao enviar os apóstolos para anunciar o ano da graça: “Eis que vos enviou como carneiros em meio a lobos vorazes” (Cf. Mt. 10,16). E, quando, mal recebidos em uma cidade, João e Tiago pretendiam mandar o fogo dos céus sobre aquele povo, mas Jesus os repreendeu “Não sabeis de que espírito sois. (Cf. Lc. 9,55).

A primeira atitude do missionário deve ser a mansidão. O anúncio da Boa Nova é um anúncio de paz. O texto do profeta Isaias lido por Jesus na sinagoga de Nazaré (Cf. Lc. 4,16-22)) e a si próprio aplicado, diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, eis porque me ungiu e mandou-me evangelizar os pobres, sarar os de coração contrito, anunciar o ano da graça”(Cf. Is. 61, 1-4)

E, logo a seguir, no Sermão da Montanha, revirando todos os princípios e conceitos que o pecado instilara nos corações dos homens, da sociedade e da cultura, declara bem aventurados os mansos, os misericordiosos e os que promovem a paz(Cf. Mt. 5)

A violência e a agressividade afastam os corações. Não é a toa que Santa Terezinha foi declarada padroeira das missões, ela que jamais transpôs as grades de seu convento e, partindo deste mundo aos vinte quatro anos, podia prometer que dos céus enviaria uma chuva de rosas sobre a terra. São Francisco de Sales, igualmente ensinava que se apanham mais moscas com uma gota de mel do que com um barril de vinagre.

Quanta paciência e compreensão mostraram os santos missionários de todos os tempos na inculturação da fé em corações duros e arraigados numa cultura pagã totalmente diversa dos caminhos cristãos. Davam tempo ao tempo, como o semeador aguarda com paciência o tempo da colheita.

Ainda no Evangelho lido na liturgia de dias atrás, diante da crítica dos fariseus, Jesus amorosamente acolhe a pecadora pública e lhe perdoa os pecados, e não reprime com exasperação o pecado dos “puros de todos os tempos”, mas os leva à conversão chamando-os ao amor.(Cf. Lc. 7, 36-50)  Assim também em outro episódio, uma ceia junto a publicanos e pecadores, o Mestre disse aos que o criticavam: “Não são os que tem saúde  que precisam de médico, mas os doentes. Ide aprendei o que significa: prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Cf. Mt.9, 10-14).

O plano salvífico de Deus não é imposto. Como na criação Deus respeitou a vontade do homem que optou pelo pecado, assim também o respeita na opção que ele faz diante da oferta da salvação. “Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti”, diz Santo Agostinho.

O cristão que tem, pelo batismo, a vocação missionária, a missão de anunciar a Boa Nova, tem de ter, ele próprio, um coração semelhante ao de Cristo, manso e humilde, como pedimos na jaculatória, “fazei nosso coração semelhante ao vosso”.

Paulo VI, na Evangelii nuntiandi exorta: “A obra da evangelização pressupõe um amor fraterno, sempre crescente, para com aqueles a quem ele (o missionário) evangeliza.” (nº 79) e cita São Paulo aos Tessalonicenses (2Tes. 8) como programa.

Refere-se ainda, exemplificativamente, a outros sinais de afeição que o missionário tem de ter em relação ao evangelizando: o respeito pela situação religiosa e espiritual das pessoas a quem se evangeliza; a preocupação de se não ferir o outro sobretudo  se ele é débil em sua fé e um esforço para não transmitir dúvidas ou incertezas  nascidas de uma erudição não assimiladas.

O missionário, ao levar a Boa Nova a um mundo angustiado e sem esperança ou cuja esperança se esgota com o último suspiro, não pode se apresentar triste e descorçoado, impaciente ou ansioso, mas deve manifestar uma vida irradiante de fervor e da alegria de Cristo.

Nesse espírito o missionário, sem tergiversar sobre sua fé e sobre a mensagem, abra sua voz para “propor aos homens a verdade evangélica e a salvação em Cristo,com absoluta clareza e com todo o respeito pela opções livres que a consciência dos ouvintes fará” (E.N 80). Lembre-se “não se abre uma rosa apertando-se o botão”.

Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO 
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Mês da Bíblia

Igreja no Brasil celebra o Mês da Bíblia 2011 com o estudo do Livro do Êxodo

Capa_Mes_da_biblia_2011_divulgacao“Desconhecer as Escrituras é desconhecer o Cristo”, com essa frase, de São Jerônimo, que a Igreja celebra, nesse mês de setembro, o Mês da Bíblia. Neste ano, o estudo proposto pela Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), será o Livro do Êxodo, capítulos 15,22 a 18,27, que é conhecido como o “Livro da Travessia”.
O Mês da Bíblia tem como tema “Travessia, passo a passo, o caminho se faz”, e o lema “Aproximai-vos do Senhor”.
O presidente da Comissão para a Animação Bíblico-catequética e arcebispo de Pelotas (RS), dom Jacinto Bergmann, escreveu uma mensagem para toda a comunidade cristã que celebra o Mês da Bíblia.
Dom Jacinto pede que todos procurem viver intensamente o esse mês, em todas as comunidades cristãs espalhadas pelo território nacional. “Que bom que temos um Subsídio elaborado pela Comissão para a Animação Bíblico-catequética, que, usado em nossos Grupos Bíblicos, nos ajudará a conhecer e interpretar, a comungar e orar, a evangelizar e proclamar a Palavra de Deus e assim caminharmos sempre mais para uma verdadeira animação bíblica da pastoral, formando entusiastas discípulos missionários de Jesus Cristo”, destacou.

O Subsídio

O Subsídio apresenta vários textos para estudo, reflexão, oração e prática para o Mês da Bíblia de 2011. Não pretende dizer tudo, mas apontar pistas para o trabalho individual e comunitário. Foi pensado como material de apoio, isto é, traz elementos informativos a serem desenvolvidos posteriormente e indica também roteiros práticos, que podem orientar grupos de reflexão e leitura orante sobre o assunto.
Leia abaixo a íntegra da mensagem de dom Jacinto Bergmann, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética da CNBB.
Mês da Bíblia

Mês de Setembro para a nossa Igreja no Brasil já é, por uma bonita tradição, sinônimo de MÊS DA BÍBLIA. O grande São Jerônimo, presbítero e doutor, cuja memória celebramos no final do mês de setembro, dia 30, nos motivou desde o início e motiva ainda hoje para a dedicação do mês de setembro inteiro para ser o da Bíblia. Sabemos da importância do trabalho bíblico de São Jerônimo realizando a tradução da Vulgata; e sua frase é emblemática: “Desconhecer as Escrituras é desconhecer o Cristo”.
Também já é uma bonita tradição, a CNBB, através da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, oferecer um tema para o Mês da Bíblia para o estudo, a reflexão, a oração e a vivência da Palavra de Deus. O tema pode girar ou em torno de trechos bíblicos, ou de um Livro bíblico, ou até de um conjunto de Livros bíblicos. A escolha do tema para o Mês da Bíblia deste ano de 2011, concentrou-se no trecho do Livro do Êxodo, capítulos 15,22 a 18,27, que é conhecido como o “Livro da Travessia”. É necessário olharmos as etapas da travessia desértica do Povo de Deus, saindo do Egito e buscando a Terra Prometida: as dificuldades enfrentadas pelo Povo de Deus, tanto os problemas da natureza, quanto os desafios oriundos pela convivência humana, criaram a necesidade de enraizar e vivenciar a fé, a esperança e o amor em Deus. Queremos aprender com o Povo de Deus a realizarmos a nossa travessia de discipulado e missão. Eis, pois, o tema tão propício para o Mês da Bíblia de 2011: “Travessia, passo a passo, o caminho se faz”. Mas, o fundamental em tudo isso, é estar próximo ao Senhor Deus. Assim, do capítulo 16, versículo 9, é tirado também o lema: “Aproximai-vos do Senhor”.
Vamos viver intensamente o Mês da Bíblia em todas as nossas comunidades cristãs espalhadas pelo território nacional. Que bom que temos um Subsídio elaborado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, que, usado em nossos Grupos Bíblicos, nos ajudará a conhecer e interpretar, a comungar e orar, a evangelizar e proclamar a Palavra de Deus e assim caminharmos sempre mais para uma verdadeira ANIMAÇÃO BÍBLICA DA PASTORAL, formando entusiastas discípulos missionários de Jesus Cristo.

Dom Jacinto Bergmann,
Arcebispo de Pelotas e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O Valor da vida


Quer saber o valor de um milésimo de segundo? Pergunte ao nadador que ficou em segundo lugar. Quer saber o valor de um segundo? Pergunte pra alguém que quase foi atropelado. Quer saber o valor de um minuto? Pergunte pra alguém que chegou atrasado para a prova. Quer saber o valor de uma hora? Pergunte pra alguém que vai se encontrar com a pessoa amada. Quer saber o valor de um mês? Pergunte a uma mulher grávida. Quer saber o valor de um ano? Pergunte a uma pessoa que está com câncer. Quer saber o valor de uma vida? Lembre-se de Jesus que deu a vida por amor a você. (JovemAdorador - PJ)

Dom Luis Silva Pepeu, OFMCap - Comunica o Decréto de Criação de mais quatro Paróquias em nossa arquidiocese


Dom Luis Silva Pepeu, OFMCap Arcebispo da Arquidiocese de Vitória da Conquista fez o Comunicado na Solenidade da Padreira Arquidiocesana  do Decréto de Criação da Paróquia São João Batista em Ribeirão do Largo e de mais três.

Antes do início da celebração eucarística, o arcebispo dom Luís Gonzaga recebeu da Câmara de Vereadores a Medalha de Honra ao Mérito pelos seus trabalhos e sua missão à frente da arquidiocese. Outro momento importante foi a leitura do decreto de criação de mais quatro paróquias na arquidiocese de Vitória da Conquista, lida pelo Monsenhor Uilton: paróquia do Senhor Bom Jesus, em Bom Jesus da Serra, Santo Antônio de Pádua Lisboa, em Caetanos, Santa Teresinha do Menino Jesus, em Vitória da Conquista, e São João Batista, em Ribeirão do Largo.


Milhares de fiéis acompanharam nesta segunda-feira, 15, o encerramento da Festa de Nossa Senhora das Vitórias, padroeira de Vitória da Conquista. A Santa Missa aconteceu no Ginásio de Esportes Raul Ferraz e foi presidida pelo bispo Auxiliar de Salvador, dom Gregório Paixão, e concelebrada pelo arcebispo Metropolitano de Vitória da Conquista, dom Luís Gonzaga Silva Pepeu, e pelo pároco da paróquia Nossa Senhora das Vitórias, monsenhor Uilton Pereira.





Os Festejos a Nossa Senhora das Vitórias foi encerrado à noite, após os fiéis se dirigem em procissão do Ginásio de Esportes até a Praça Barão do Rio Branco.





Fonte: PASCOM Arquidiocesana

Papa anuncia lema da Jornada Mundial da Juventude de 2013 no Brasil

O papa Bento XVI anunciou hoje o lema da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2013, que será realizada na cidade do Rio de Janeiro. De acordo com o Pontífice, o evento terá como mote "Ide e fazei discípulos de todos os povos", expressão baseada no Evangelho segundo Mateus.O anúncio foi feito ao fim da audiência geral desta quarta-feira, celebrada na residência de Castel Gandolfo e dedicada à Jornada Mundial da Juventude deste ano. A JMJ 2011 foi realizada na capital espanhola, Madri, entre os dias 16 e 21 de agosto.Bento XVI viajou à cidade para participar do evento e dialogar com jovens católicos do mundo todo. "O encontro em Madri foi uma magnífica manifestação de fé para a Espanha e para o mundo", disse o papa nesta quarta-feira, definindo o evento como "emocionante"."Cerca de dois milhões de jovens de todos os continentes viveram, com alegria, uma formidável experiência de fraternidade, de encontro com o Senhor, de partilha e crescimento na fé: uma verdadeira cascata de luz", afirmou Bento XVI.O Pontífice também agradeceu às autoridades espanholas pelo acolhimento. "Não posso esquecer o caloroso acolhimento que recebi dos reis da Espanha e de todo o país", disse. Ao fim da audiência, o papa também informou que o tema da JMJ de 2012, celebrada localmente por cada diocese, será "Alegrai-vos sempre no Senhor".



A vocação Profissional


Falar de vocação sem falar de vocação profissional é um grave erro. Desde o começo do mundo que Deus já colocava o trabalho do homem como sustento e dignidade para sua vida (Gn 3, 19). 
            Na vocação profissional devemos levar em conta alguns itens que são irrevogáveis para os valores cristãos: no exercício da justiça, é o direito de cada pessoa e o respeito pela legalidade que devem guiar magistrados e advogados; nas fábricas e nos escritórios de empresas públicas e particulares, nas atividades comerciais e empresariais, é a consecução de uma melhor qualidade de vida, e não o simples aumento dos bens e dos lucros, no exercício das livres profissões, nas funções administrativas e no terciário são a honestidade, a competência e a qualidade dos serviços que devem ser privilegiadas ao satisfazer as demandas das pessoas; na comunicação, valor primário é o serviço à verdade, à qual é preciso ater-se com constante fidelidade; no hospital, é o doente que deve ser posto no centro de qualquer serviço médico, de enfermagem e administrativo; na escola e na Universidade, é o estudante que deve ser ajudado, mediante o ensino e a instrução; no desporto e no campo do turismo e do acolhimento, é o crescimento da pessoa humana que deve ser promovido, em todas as suas potencialidades e exigências físicas e espirituais.
            O cristão sabe que o trabalho é um caminho de purificação e de salvação, para todos os que o acolhem em espírito de obediência à vontade de Deus e de serviço humilde e paciente para com o próximo. O trabalho faz parte do quotidiano de todo mundo. O cristão vê no trabalho uma vocação e  se realiza  com a plenitude do amor presente em seus atos.   A qualidade de vida e do ambiente depende de cada uma das pessoas que o fazem. É no trabalho feito com dedicação constante que a pessoa vive a sua plena promoção espiritual, cultural e social.
            Concluímos dizendo que é o seu compromisso e dedicação que pode tornar o local de trabalho em um lugar agradável, que estimula a colaboração, a comunhão e a relações humanas, caracterizadas pelo respeito e a estima recíproca, pelo amor e a solidariedade, pelo testemunho coerente dos valores morais de cada profissão, independente ela qual for.

A vocação Laical

     A vocação laical ocupa um lugar central na Igreja, pois a define para o mundo. Outras vocações não têm essa centralidade. O leigo tem carisma e função para libertar a secularidade do mundo, mediante o anúncio de Jesus Cristo, de modo a fazer com que o mundo tenha autonomia. Ele tem a missão de fazer com que o mundo entre em comunhão com o mistério que a Igreja representa.
            A vocação laical tem sua origem nos sacramentos do batismo e da crisma. O cristão leigo tem o papel de libertar o mundo da secularidade, dos falsos ídolos e de todas as prisões que oprimem e destroem a pessoa humana. Vivendo no mundo como solteiro, casado ou consagrado (de maneira individual ou num instinto secular), os leigos são fermento na massa (Mt. 13, 33), sal e luz do mundo (Mt. 5, 13 – 14). Na vocação laical temos o estado de vida matrimonial. Chamados a ser pai, a ser mãe, a gerar vida, a constituir família. A família é chamada a constituir a Igreja doméstica, com a missão de educar para uma autêntica vida cristã. É daí que surgem os carismas para a catequese, a missão, os ministérios leigos entre outros. É na família que é possível expressar as mais variadas formas de amor.
            O leigo representa a Igreja no mundo, e o mundo na Igreja. Concluindo, o leigo vive duas vocações ou não. A matrimonial e ao mesmo tempo Laical ou Laical consagrando sua vida a Deus.